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Ceará e Fortaleza elevam tom por liberação conjunta de torcida em meio à crise gerada pelo Flamengo

Rubro-negro teve postura isolacionista, e agora clubes buscam liberações junto a governantes para não ficarem para trás


Foto: divulgação / arquivo SVM

A postura isolacionista do Clube de Regatas do Flamengo está criando um clima perigoso para o Campeonato Brasileiro da Série A nesta temporada de 2021.

O acordo entre todos os membros da 1ª divisão a respeito da volta do público versa sobre o retorno igualitário dos torcedores às praças esportivas, logo que as autoridades locais façam as devidas liberações.

Situação que atravessou metade da competição de forma controlada, até que o Flamengo resolveu quebrar a estabilidade. Obteve liberação do futebol com torcida no Rio de Janeiro e uma ação no Supremo Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para ter público em seus jogos, mesmo sem os demais obterem tais direitos.

Uma reunião foi realizada ontem entre clubes para deliberar sobre a atitude rubro-negra. E a conclusão foi unânime de só liberar a volta de público quando todas as equipes estiverem em igualdade de condições.

Presidente Robinson de Castro, do Ceará, e Marcelo Paz, do Fortaleza, estiveram presentes e foram ao encontro dos demais times da Série A. Nas redes sociais, eles saíram de um tom mais comedido com relação a tema e fizeram defesas públicas do retorno do público e em condições iguais para todos as equipes. 

Contudo, o Flamengo segue batendo o pé. Pela Copa do Brasil, contra o Grêmio, afirma que terá público. O time gaúcho ameaça não colocar equipe em campo.

Situação que, se repetida na Série A, pode levar à paralisação da competição e impasse difícil de resolver, já que não há datas disponíveis para mais adiamentos.

As cenas dos próximos capítulos prometem tensão e mais cenas vexatórias, como no jogo entre Brasil e Argentina. A impressão é que a escalada de egoísmo e intolerância acelera no Brasil, em todas as áreas. Um País que se encontra em completo estado de paralisia.

Diário do Nordeste

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