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CPI da Covid: nova versão do relatório final propõe indiciamento de 78 pessoas

Outra novidade da nova edição é a proposta de afastamento das redes sociais do presidente Jair Bolsonaro

        Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Uma nova versão do relatório final da CPI da Covid, elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), foi protocolado, na manhã desta terça-feira (26). O texto solicita o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e mais 76 pessoas físicas, além de duas empresas. Inicialmente, o documento solicitava a responsabilização de 68 pessoas. 

Outra novidade que deve ser inclusa na nova edição, segundo o relator da comissão, é a proposta de afastamento das redes sociais do gestor do Executivo nacional. Na segunda-feira (25), o YouTube e o Facebook excluíram, sob a alegação de notícia falsa, o ao vivo onde o político afirma que pessoas vacinadas contra a Covid-19 estavam desenvolvendo AIDS. 

Os crimes relacionados à Bolsonaro não foram alterados no texto apresentado nesta terça-feira. São eles: 

charlatanismo;

crimes contra a humanidade, nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos;

emprego irregular de verbas públicas;

epidemia com resultado morte;

falsificação de documento particular;

incitação ao crime;

incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo;

infração de medida sanitária preventiva;

prevaricação;

violação de direito social.

NOVOS INDICIADOS

Em relação ao relatório anterior, foram incluídos os seguintes indivíduos:

Alex Lial Marinho: advocacia administrativa;

Amilton Gomes de Paula: tráfico de influência;

Antônio Jordão de Oliveira Neto: epidemia com resultado morte;

Heitor Freire de Abreu: epidemia com resultado morte;

Helcio Bruno de Almeida: incitação ao crime;

Hélio Angotti Neto: epidemia com resultado morte e incitação ao crime;

José Alves Filho: epidemia com resultado morte;

Marcelo Bento Pires: advocacia administrativa;

Regina Célia Oliveira: advocacia administrativa;

Thiago Fernandes da Costa: advocacia administrativa.

DEMAIS NOMES

MINISTROS

Braga Netto, da Defesa: epidemia com resultado morte;

Marcelo Queiroga, da Saúde: epidemia com resultado morte e prevaricação;

Onyx Lorenzoni, do Trabalho e Previdência: incitação ao crime e crime contra a humanidade;

Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União: prevaricação.

EX-MINISTROS

Eduardo Pazuello, da Saúde: epidemia com resultado morte, emprego irregular de verbas públicas, prevaricação, comunicação falsa de crime e crime contra a humanidade;

Ernesto Araújo, das Relações Exteriores: epidemia com resultado morte e incitação ao crime.

FILHOS DE JAIR BOLSONARO

Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ): incitação ao crime;

Eduardo Bolsonaro (PSL-SP): incitação ao crime;

Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ): incitação ao crime;

DEPUTADOS

Bia Kicis (PSL-DF): incitação ao crime;

Carla Zambelli (PSL-SP): incitação ao crime;

Carlos Jordy (PSL-RJ): incitação ao crime;

Osmar Terra (MDB-RS): incitação ao crime e epidemia culposa com resultado morte;

Ricardo Barros (PP-PR): incitação ao crime, advocacia administrativa, formação de organização; criminosa e improbidade administrativa.

EMPRESÁRIOS

Carlos Wizard: epidemia com resultado morte e incitação ao crime;

Eduardo Parrillo: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença falsidade ideológica, crime contra a humanidade;

Fernando Parrillo: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença falsidade ideológica, crime contra a humanidade;

Francisco Emerson Maximiano: falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude processual, fraude em contrato, formação de organização criminosa e improbidade administrativa;

Luciano Hang: incitação ao crime;

Marcos Tolentino: fraude em contrato, formação de organização criminosa e improbidade administrativa

Otávio Fakhoury: incitação ao crime;

Raimundo Nonato Brasil: corrupção ativa e improbidade administrativa.

MÉDICOS

Carla Guerra: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade;

Daniel Garrido Baena: falsidade ideológica;

Daniella de Aguiar Moreira da Silva: homicídio simples;

Fernanda de Oliveira Igarashi: falsidade ideológica;

Fernando Oikawa: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade;

Flávio Cadegiani: crime contra a humanidade;

João Paulo F. Barros: falsidade ideológica;

Luciano Dias: epidemia com resultado morte;

Mauro Luiz de Brito Ribeiro: epidemia com resultado morte;

Nise Yamaguchi: epidemia com resultado morte;

Paola Werneck: perigo para a vida ou saúde de outrem;

Paolo Zanotto: epidemia com resultado morte;

Pedro Benedito Batista Junior: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença, falsidade ideológica, crime contra a humanidade;

Rodrigo Esper: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade.

ASSESSORES E EX-ASSESSORES

Airton Soligo: usurpação de função pública;

Arthur Weintraub: epidemia com resultado morte;

Elcio Franco: epidemia com resultado morte e improbidade administrativa;

Fábio Wajngarten: prevaricação e advocacia administrativa;

Filipe Martins: incitação ao crime;

José Ricardo Santana: formação de organização criminosa;

Marcelo Blanco: corrupção ativa;

Mayra Pinheiro: epidemia com resultado morte, prevaricação e crime contra a humanidade;

Roberto Dias: corrupção passiva, formação de organização criminosa e improbidade administrativa;

Roberto Goidanich: incitação ao crime;

Tercio Arnaud Tomaz: incitação ao crime.

OUTROS

Allan dos Santos: incitação ao crime;

Andreia da Silva Lima: corrupção ativa e improbidade administrativa;

Bernardo Kuster: incitação ao crime;

Carlos Alberto Sá: corrupção ativa e improbidade administrativa;

Cristiano Carvalho: corrupção ativa;

Danilo Trento: fraude em contrato, formação de organização criminosa, improbidade administrativa;

Emanuela Medrades: falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude processual, formação de organização criminosa e improbidade administrativa;

José Odilon Torres: corrupção ativa; 

Leandro Ruschel: incitação ao crime;

Luiz Paulo Dominghetti: corrupção ativa;

Marconny Nunes Ribeiro: formação de organização criminosa;

Oswaldo Eustáquio: incitação ao crime;

Paulo Eneas: incitação ao crime;

Rafael Francisco Carmo Alves: corrupção ativa;

Richards Pozzer: incitação ao crime;

Roberto Goidanich: incitação ao crime;

Roberto Jefferson: incitação ao crime;

Teresa Cristina Reis de Sá: corrupção ativa e improbidade administrativa;

Túlio Silveira: falsidade ideológica, uso de documento falso, improbidade administrativa.







Fonte: Reprodução Diário do Nordeste

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