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Escola de Juazeiro do Norte tem diretora que já foi condenada por cárcere privado

Cosma Severina de Oliveira assumiu a direção da EMEIF. Nossa Senhora de Fátima, no Sítio Carás do Umarí 

Foto: Redes Sociais/Reprodução 

Agência Cariri Ensi 

Na comunidade rural do Sítio Carás do Umarí, em Juazeiro do Norte, a direção da EMEIF. Nossa Senhora de Fátima foi assumida pela professora Cosma Severina da Silva, que cumpre pena por integrar um grupo criminoso que manteve uma venezuelana em cárcere privado por três meses. 

Em 2018, Cosma, Eugênia Michelly de Oliveira e José de Arimateia Alecrin de Figueiredo foram presos acusados de manterem uma empregada doméstica venezuelana em condição análoga à escravidão. 

A venezuelana trabalhava na chácara de Eugênia e na casa de Cosma todos os dias da semana sem receber, proibida de usar o banheiro, de acessar a geladeira e meios de comunicação como telefone. A vítima sofria humilhações especialmente de Cosma. Em 2020, Cosma foi condenada a dez anos de prisão e perda do cargo público, mas com direito a recurso. 

Este ano, Cosma assume o cargo de diretora da escola na zona rural após passar em uma seleção. A denúncia é feita pelo vereador Janú (Republicanos). 

Segundo o vereador, os alunos da zona rural ficam assustados com a tornozeleira eletrônica da diretora, o que preocupa os pais, que querem tirar os filhos da escola. O vereador pede que a diretora, embora no direito de voltar a trabalhar, seja realocada pada outro serviço. 

O emprego de Cosma enquanto diretora é defendido pelo vereador Rafael Cearense (Podemos), líder do prefeito na Câmara. Segundo Rafael, Cosma tem o direito de ser reintregrada à sociedade apesar dos seus erros, embora seu erro seja participar de tráfico humano e manter uma imigrante em situação análoga à escravidão.

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