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Vereador faz ofensas homofóbicas e expulsa professor que questionou sobre Fundeb em Acaraú, no Ceará

 Ofensas foram proferidas pelo presidente da Casa, o vereador Edilson Salgueiro, durante audiência pública na Câmara Municipal.


Foto: Reprodução

Uma audiência realizada na Câmara de Vereadores de Acaraú, no Ceará terminou em bate-boca entre um professor e o presidente da casa, o vereador Edilson Salgueiro (PSB), na tarde desta quarta-feira (22). O parlamentar ordenou a expulsão do profissional de educação da sessão e o xingou usando palavras de baixo calão.

O g1 procura o vereador Edilson Salgueiro desde a manhã de quinta-feira (23) para comentar caso, mas até a publicação desta reportagem ele não atendeu às ligações e não respondeu sobre o pedido.

De acordo com professor da rede municipal Adriano Amorim, durante a audiência sobre as verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), um dos servidores questionaram a origem da bonificação dada a eles.

O presidente da Câmara se refere ao professor como "viado", "desocupado" e diz que ele "não presta para ser professor".

"Fomos desrespeitados. O senhor presidente da Câmara chamou os professores de desocupados", diz o professor. O vereador então passa a xingar o docente: "Você é um mentiroso, não presta para ser professor, e eu peço à segurança que tire esse sujeito daqui de dentro. Bote ele pra fora. Bote ele pra fora, filho da ****. Aqui pra tu, viado."

Solidariedade ao professor.

Os docentes decidiram abandonar a sessão em solidariedade ao docente expulso. Houve mais bate-boca e presidente da casa passou a proferir palavrões, além de chamar os professores de desocupados.

Um grupo de vereadores que estava presente na sessão publicou um manifesto em que se solidarizam com os professores ao mesmo tempo em que se colocam à disposição da sociedade e dos profissionais.

"Não compactuamos com as atitudes e palavras do vereador presidente, e reiteramos apoio a todos os professores de Acaraú, e todos aqueles que se sentiram agredidos e discriminados, seja por classe social ou orientação sexual. Não se trata de discurso político. É sobre reconhecimento e garantia de direitos, dos professores e de todos os acarauenses", diz a nota assinada pelos vereadores Ênio Luís Fernandes de Andrade, José Claudenir Silveira Sousa, José Jadejune de Araújo, Manoel Erasmo Vasconcelos Feijão e Manoel Rogério da Silva Silveira.

Fonte G1 Ceará


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