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Anvisa libera Coronavac para crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos

Avaliação técnica decidiu vetar aprovação para pessoas com menos de 6 anos. Com isso, crianças e adolescentes passam a ter duas opções de imunização no Brasil

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

Na manhã desta quinta-feira, 20, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu que o imunizante CoronaVac pode ser usado para vacinar crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos. O parecer levou em conta os estudos feitos no Chile sobre a eficácia da vacina nesta faixa etária. A solicitação do Instituto Butantan pedia ampliação para crianças até 3 anos e teve veto parcial.

Foi o segundo pedido do laboratório para indicação do imunizante para essa faixa etária. O primeiro pedido, apresentado em julho, foi avaliado pela Anvisa e negado devido à limitação de dados dos estudos apresentados naquele momento. Como novidade para aprovação, o órgão apresentou à Agência um estudo feito no Chile, onde o imunizante é aplicado desde setembro de 2021 no grupo etário. A decisão barra a vacina para menores de 6 anos, além de pessoas imunossuprimidas.

O Gerente Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos (GGMED) Gustavo Mendes falou na reunião de aprovação que a totalidade das evidências científicas sugerem que há benefícios e segurança para utilização da vacina na população pediátrica. Porém discordou do pedido do Instituto Butantan para aplicação de crianças abaixo de 6 anos.  “É preciso restringir a faixa etária de 6 a 17 anos e não aplicar essa vacina em crianças imunocomprometidas”, disse.

Órgãos favoráveis a vacina em crianças e adolescentes

As Sociedades Brasileiras de Pediatria, de Imunizações e de Infectologia foram favoráveis à liberação: “As referidas sociedades apoiam a autorização e extensão do uso da vacina CoronoVac para crianças de 6 a 17 anos. A futura ampliação do uso da vacina para as crianças menores de 6 anos fica condicionado à análise de dados para este grupo etário, assim que estiverem disponíveis”, informaram em nota.

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva também se posicionou a favor da vacina para o grupo etário de 6 a 17 anos e recomendou que as duas doses sejam aplicadas em um intervalo de 28 dias. Mas o órgão disse que compreende que a Anvisa precisa analisar outros aspectos na decisão: “Logicamente, outros fatores devem ser levados em conta na decisão da Anvisa para aprovação de qualquer produto para uso humano”.

Decisão Unânime

A relatora do processo e diretora da Anvisa, Meiruze Freitas foi a primeira a votar para aprovação da aplicação da CoronaVac. O segundo diretor a ler seu voto foi Alex Campos, que também considerou o imunizante seguro e que os estudos realizados no Chile mostram que os riscos da não vacinação são maiores que os possíveis efeitos colaterais da vacina.

O diretor Rômison Rodrigues Mota concondou com Campos e acrescentou que o aumento de internações por pessoas não vacinadas ou com vacinação parcial são consideráveis, por isso, seu voto é favorável a aplicação da CoronaVac em crianças e adolescentes. A diretora Cristiane Jourdan considera essencial que o grupo entre 6 a 17 anos seja imunizado, assim acompanhou o voto da relatora Meiruze Freitas.

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, foi o último a votar, reiterando posicionamento a favor da vacina para a população acima de 6 anos. Assim, fez com que o imunizante produzido no Brasil pelo Instituto Butantan tivesse aprovação unânime por parte dos diretores da Anvisa. A dosagem para a faixa etária de 6 a 17 anos será a mesma da vacina aplicada em adultos.

Fonte: O Povo

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