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MPF apura erro que fez 40 crianças serem vacinadas com imunizantes para adultos

Segundo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o grupo será acompanhado de perto para averiguar a ocorrência de possíveis efeitos adversos

Foto: Myke Sena/Ministério da Saúde

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, ontem, que o Ministério Público Federal (MPF) está apurando as razões pelas quais cerca de 40 crianças foram vacinadas contra a covid-19 com imunizante de adulto, e fora da validade, no município de Lucena (PB). Conforme disse, o grupo será acompanhado de perto para averiguar a ocorrência de possíveis efeitos adversos. 

"Naturalmente que nós não queremos aqui buscar punição de ninguém, mas claro que precisa ser averiguado para que fatos como esse não voltem a acontecer. Já foi instaurado um processo administrativo para apurar as responsabilidades. O Ministério Público Federal acompanha o caso", explicou.

Queiroga afirmou que estava no estado para outras agendas quando tomou conhecimento do fato. O ministro disse que já visitou o município de Lucena, onde foram aplicadas as vacinas, e conversou com o prefeito e as autoridades de saúde locais.

As doses pediátrica e para adultos da Pfizer se diferem, sobretudo, pela cor dos frascos — para as crianças, é laranja, enquanto as aplicadas nos maiores de idade é roxo. A Secretaria de Saúde da Paraíba informou que as crianças vacinadas apresentaram reações leves, como febre e dor no local da injeção.

Sobre a aplicação da CoronaVac pediátrica, o ministro disse que se houver a a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o imunizante do Instituto Butantan pode ser incluída no Plano Nacional de Imunização (PNI). E garantiu que não haverá audiência pública para debater o tema. "A questão da audiência pública foi justamente para ampliar a discussão sobre um tema que é sensível. Uma vez havendo aprovação da Anvisa, o ministério vai analisar o inteiro teor dessa aprovação para que essa ou qualquer outra vacina que seja aprovada para qualquer faixa etária seja disponibilizada para população", explicou.

Fonte: Correio Braziliense

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