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Julgamento por feminicídio é adiado nove vezes no Ceará

A costureira Maria Rosimeire foi assassinada a tiros em 2019 pelo ex-companheiro em Juazeiro do Norte

Imagem: Reprodução/ Arquivo Pessoal

A Justiça do Ceará adiou pela nona vez o julgamento de um homem acusado de feminicídio em 2019, em Juazeiro do Norte, no interior do estado. O padeiro Severo Manoel Dias Neto é réu por matar a ex-companheira Maria Rosimeire de Santana a tiros, na frente dos dois filhos e da mãe dela na casa onde morava. Segundo as investigações da polícia, ele não aceitava o fim do relacionamento.
O júri estava marcado para esta quinta-feia (28), mas não ocorreu. Em fevereiro, Severo Manoel foi solto pela Justiça pelo excesso de prazo da prisão preventiva. A família indignada com a situação, continua pedindo justiça.

O judiciário explicou, por nota, que nesta quinta-feira à noite foi designado um novo juiz para responder pela vara onde o processo tramita, pois o titular da unidade teria entrado de licença médica. A instituição disse ainda que o juiz substituto não teve tempo hábil para estudar o caso.
“Nos sentimos muito tristes e totalmente frustrados. Não sabemos mais o que fazer em relação a essa atitude. Cada vez que é remarcado, a gente relembra tudo isso, com muita dor. Nós queremos somente justiça!”, disse Roseane Santana, irmã da vítima.

O Conselho de Direitos da Mulher do Crato, que acompanha o caso desde o início, informou que está em busca de respostas sobre o adiamento, e que vai procurar a presidência do Tribunal de Justiça do Ceará para saber o que está acontecendo, já que a família da vítima sofre muito com o adiamento do julgamento.
A defesa do réu também se pronunciou sobre o caso, disse que há contradições nesses adiamentos pela Justiça e que é de grande interesse para todos que esse julgamento aconteça o mais breve possível.
Outros adiamentos
A pandemia foi um dos motivos citados pela Justiça para que o julgamento fosse adiado, além de falta de alimentação para os jurados, uso indevido de celular durante uma sessão, o que é proibido. E  falha no sistema operacional do Poder Judiciário.

Reprodução: G1 Ceará

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