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Família de africano morto em Fortaleza faz campanha para pagar translado do corpo

Milton Sanca, 39 anos, morreu em 25 de abril. O corpo foi liberado pelo Hospital Geral de Fortaleza, onde ele foi atendido e faleceu. Contudo, a família não possui dinheiro para pagar funerária e o translado e o corpo permanece no hospital.


Imagens: Reprodução/ Redes Sociais

Familiares de um homem natural de Guiné-Bissau que morreu em Fortaleza após um acidente vascular cerebral (AVC) realizam uma campanha para arrecadar dinheiro e pagar o translado do corpo até a África.

Milton Sanca, 39 anos, trabalhava como motorista em uma empresa em Fortaleza há meses e morreu em 25 de abril. O corpo foi liberado pelo Hospital Geral de Fortaleza, onde ele foi atendido e faleceu. Contudo, a família não possui dinheiro para pagar funerária e o translado, e o corpo permanece no hospital. Eles precisam de cerca de R$ 40 mil.

"O corpo de meu irmão não representa só corpo de uma pessoa que faleceu, mas sim, o translado representa esperança para seus quatro filhos, a esposa e seus pais. Estamos sofrendo todos, nossa comunidade sofrendo, mas também estamos sem condições financeiras para arcar com todo o valor pedido", disse Adilson Victor, irmão de Milton.

Até o momento, a família de Milton conseguiu R$ 10 mil em doações e segue com a campanha para conseguir o restante do dinheiro. As doações podem ser feitas via Pix para Adilson Victor Oliveira, pelo código 709.626.701-89.

Procurada pelo g1, a Coordenação de Cooperação e Relações Internacionais da Defensoria Pública da União (DPU) informou que enviou um ofício à embaixada da Guiné-Bissau comunicando o falecimento de Milton, e questionando quanto à possibilidade de custeio do traslado do corpo para o país de origem. A resposta, no entanto, foi negativa.

"Como não há obrigação daquele país, e mesmo do Brasil, em realizar esse transporte, a DPU espera sensibilidade das autoridades, bem como da sociedade organizada, para abreviar o desfecho do caso e proporcionar dignidade à família neste momento difícil", disse a DPU.

Esperança para família
Segundo Adilson, Milton veio embora para o Brasil em busca de novas oportunidades para que, assim, conseguisse ajudar seus familiares na África.

"Ele veio para cá devido a dificuldades que temos na família. Ele que ajudava nossa família em tudo. Agora com essa situação, tudo acabou. Por isso preciso e quero muito que seu corpo volte para casa, pelo menos, que todo mundo possa ver ele descansar na sua casa", afirma.

Reprodução: Diário do Nordeste


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