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CPI das associações militares pede indiciamento de um vereador e dois policiais por envolvimento no motim em 2020, no Ceará

Um dos apontados é o vereador de Fortaleza Reginauro Sousa Nascimento. O motim de parte da PMCE aconteceu em fevereiro de 2020, quando vários agentes ingressaram em um movimento paredista, contra o Governo do Ceará.

Imagem: Reprodução/ Redes Sociais 

Três pessoas devem ser indiciadas por envolvimento no motim da categoria, que aconteceu em 2020, conforme relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a participação de associações militares. Um deles é o vereador de Fortaleza, Reginauro Sousa Nascimento (União Brasil). O documento foi apresentado nesta quarta-feira (13), durante leitura do relator, o deputado Elmano de Freitas (PT).

A comissão concluiu pelo indiciamento de três representantes da Associação dos Profissionais de Segurança (APS), maior entidade representativa de policiais e bombeiros militares no estado. Os outros dois apontados são o policial militar Cleyber Araujo e Francisco David Silva Barbosa, ex-presidente da APS — este, categorizado também por tráfico de influência, segundo o relatório.
O g1 tentou entrar em contato com os três apontados e aguarda resposta.

O relatório, ao todo, tem mais de 100 páginas. Ele vai ser votado pelos membros da CPI e, se aprovado, vai ser encaminhado às autoridades judiciais, para que possam ser tomadas as providências no âmbito civil ou criminal.
A CPI foi criada em agosto de 2021 para investigar o destino dos recursos recebidos pelas associações ligadas à Polícia Militar do Ceará (PMCE) e ao Corpo de Bombeiros. O pedido para a criação da CPI foi protocolado em 19 de fevereiro de 2020 pelo deputado estadual Romeu Aldigueri (PDT), com a assinatura de 31 deputados.

Na solicitação, o parlamentar afirma que associações ligadas a policiais e bombeiros militares teriam agido como "sindicatos" durante a paralisação de 2020, o que desrespeitaria a legislação militar em vigor.
A CPI foi, inclusive, prorrogada duas vezes (em dezembro do ano passado e em maio de 2022). O pedido foi feito pelo presidente da CPI, deputado Salmito Filho (PDT). A CPI das Associações tinha prazo regimental previsto para encerrar o fim de 2021.
O motim de parte da PMCE aconteceu em fevereiro de 2020, quando vários agentes ingressaram em um movimento paredista, contra o Governo do Ceará por divergências sobre ajuste salarial entre a categoria e o Executivo estadual.

Como resultado do trabalho, o relator Elmano de Freitas afirmou que a APS pagou transporte para que policiais militares fossem às manifestações que deram origem à paralisação dos policiais no Ceará. Em resposta, o presidente da entidade, o policial militar Cleyber Araújo confirmou que a associação custeou os transportes, mas negou ilegalidade.

Reprodução: G1 Ceará

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